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A Categoria Bancária
Até 1923, inclusive
organicamente, não havia distinção
entre bancários e comerciários. Porém,
desde 1922, já se discutia a criação
de uma entidade que agregasse os bancários. Em
1923, na capital São Paulo, é convocada
uma reunião para o dia 14 de Abril. Nesta, os
debates avançam até a madrugada e a conclusão
dos trabalhos é adiada para o dia 16 de Abril,
quando então, na presença de 84 bancários,
os estatutos são aprovados e eleitos a primeira
diretoria, o conselho deliberativo e as comissões
da Associação dos Funcionários
de Bancos do Estado de São Paulo, a primeira
do País. |
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O Estopim da 1ª Greve
Bancária é aceso em Santos
Dia
18 de Abril de 1932, corre a notícia inacreditável
(na época) de que os bancários do Banco
do Estado de São Paulo, sucursal/Santos, entraram
em greve, seguidos pela matriz na capital. Colunistas
de vários jornais ficam espantados com o movimento,
pois anteriormente a greve só fora adotada entre
os operários, que quase sempre obtinham conquistas.
O bancário santista e fundador do Sindicato
dos Bancários de Santos e Região, em 1933,REGINALDO
DE CARVALHO,
foi o líder da primeira greve da categoria. Carvalho
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| foi
preso em 1935 em decorrência da militância sindical
e da incriminação de comunista.
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| Cronologia das Principais Lutas e Conquistas
dos Bancários |
1933 –
Fundação do Sindicato dos Bancários de
Santos e muitos outros por todo o País como em Porto
Alegre, Rio de Janeiro e a Associação dos Bancários
de São Paulo passa a ser Sindicato dos Bancários
de São Paulo; Conquista da Jornada de 6 horas;
1934 –
1ª Greve Nacional com duração de três
dias, que conquistou aposentadoria aos 30 anos de serviço
e 50 anos de idade, estabilidade após 2 anos de serviços
(no setor público e privado) e criação
do Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Bancários
– IAPB (tudo desmantelado pela ditadura militar de 1964);
1946 –
2ª Greve nacional com duração de 19 dias,
sindicatos sofrem intervenções;
1951 –
A maior greve estadual realizada somente no Estado de São
Paulo. Foram 69 dias de muita luta da categoria sofrendo repressão
e prisões porque desafiavam a Lei de Greve que impedia
o setor de bancário de ter esse direito;
1961 – Greve da Dignidade
realizada pelos bancários do setor privado que conquistam
o 13º salário;
1962 – Sábado livre;
1964 –
Período de massacre na história dos trabalhadores
e da Nação, que sofrem com o Golpe Militar e
são alijados dos direitos a liberdade de expressão,
greve ou qualquer tipo de mobilização, direitos
trabalhistas conquistados em outras décadas como a
estabilidade, IAPB e outros. Além de serem perseguidos,
torturados e mortos pelo regime de exceção;
1983 –
Criação da Central Única dos Trabalhadores;
1989 –
Conquista do vale refeição;
1992 –
Criação da Confederação Nacional
dos Bancários (CNB/CUT), conquista do Acordo Único
dos Bancários para todo o País reivindicado
desde 1951; Vale refeição unificado tanto para
6 como 8 horas e concessão durante o ano todo, inclusive
nas férias; auxílio creche até 83 meses;
1994 –
Cesta Básica;
1995 –
Participação
nos lucros
2004 –
A maior greve nacional realizada durante 30 dias, em todas
as capitais e principais cidades do País, que unificou
bancários do setor público e privado nas reivindicações
por um reajuste igualitário para todos conseguindo
repor totalmente a inflação, após muita
repressão das polícias militares estaduais,
pressão da justiça para pôr fim à
greve e a omissão do governo federal frente às
reivindicações dos trabalhadores.
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Sindicato dos Bancários de Santos
e Região
Avenida Washington Luis, 140 Santos/SP Tel: (13) 3223-9040 |
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