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Folha: Itaú e Unibanco têm juntos 2º maior lucro das Américas FOLHA DE SÃO PAULO TONI SCIARRETTA DA REPORTAGEM LOCAL

A crise no setor financeiro corroeu o lucro dos maiores bancos americanos abrindo espaço para as instituições brasileiras aparecem no topo do ranking de lucro do setor no terceiro trimestre na América Latina e Estados Unidos, segundo a consultoria Economática.

Juntos, Itaú e Unibanco que anunciaram fusão há duas semanas somam lucro líquido de US$ 1,33 bilhão. Trata-se do segundo maior resultado financeiro dessa amostra, abaixo apenas do lucro líquido de US$ 1,637 bilhão apurado pelo americano Wells Fargo entre julho e setembro.

Os lucros de Itaú e Unibanco somados superam inclusive a posição do Bank of America, o banco americano de varejo menos prejudicado pela crise e que tem participação de 5% no Itaú. O banco americano lucrou US$ 1,177 bilhão. O Citigroup, que já foi o maior banco do mundo, anunciou prejuízo de US$ 2,8 bilhões no terceiro trimestre. Até o ano passado, o Citi disputava com o Bank of America a liderança do varejo americano.

No estudo da Economática, Bradesco, Banco do Brasil e Itaú ocupam, respectivamente, o terceiro, o quarto e o quinto lugares com ganhos de US$ 997,9 milhões, US$ 975,3 milhões e US$ 965,2 milhões.

Apesar de se destacarem no ranking das Américas, Itaú e Unibanco tiveram forte queda - de 26,9% e de 43,6% - no lucro líquido em dólares, ante o terceiro trimestre de 2007.

A diminuição dos ganhos foi atribuída pela Economática ao efeito da variação do dólar e à diminuição de ganhos extraordinários apurados em 2007, que não se repetiram neste ano.

No levantamento, cinco bancos brasileiros -BB, Bradesco, Itaú, Unibanco, Santander- aparecem entre as 20 instituições da região com maior lucro no terceiro trimestre. No mesmo período do ano passado, o Santander ainda não aparecia nesse ranking.

Para o consultor Roberto Luis Troster, da Integral Trust, apesar da solidez do sistema financeiro brasileiro a liderança dos bancos nacionais na região se deu mais pela crise global. Ele receia que as instituições brasileiras percam posição devido à redução do crédito. "Vamos ver se eles conseguem manter [a posição]. Se você considera que a economia americana é dez vezes maior do que a brasileira, não sei se é tão natural assim ver os bancos brasileiros no topo [do ranking]."

Fonte: Folha de São Paulo


Governo injetou R$ 158 bi em Bancos

Segundo dados divulgados ontem pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, só na atuação no câmbio foram injetados US$ 46,5 bilhões (R$ 106 bilhões, pela cotação de sexta-feira). Esse valor inclui desde leilões de dólares e venda da moeda no mercado à vista a empréstimos para o comércio exterior.

Nas últimas semanas, o governo injetou cerca de R$ 52 bilhões para ajudar a restabelecer o crédito em outros setores - incluindo os R$ 8 bilhões do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, de financiamento imobiliário para servidores públicos , anunciados ontem.

A conta total deixa de fora os R$ 56 bilhões de depósitos compulsórios dos grandes bancos. Esses recursos estavam bloqueados no BC e foram liberados para incentivar a compra de carteiras de crédito de bancos pequenos e médios.

A conta dos R$ 158 bilhões inclui, porém, os recursos colocados à disposição pelo governo para normalizar o crédito. Não se sabe quanto desse total será usado. Tudo vai depender da demanda de empresas e consumidores.

De acordo com Meirelles, de US$ 46,5 bilhões usados pelo governo para tentar conter a alta do dólar, US$ 30 bilhões foram destinados pelo BC para leilões de swaps (contratos de dólar). Para empréstimos voltados a linhas de comércio exterior, os recursos somam US$ 4,1 bilhões. No caso de vendas de dólares com compromisso de recompra, foram US$ 5,8 bilhões e para o mercado à vista, US$ 6,1 bilhões.

Meirelles enfatizou que quando atua no mercado o objetivo não é controlar a tendência da taxa de câmbio. "Esse é um tipo de ação que no passado fracassou, inclusive no Brasil", comentou Meirelles, que participou de um evento, em São Paulo.

Atualmente, o objetivo do BC é prover liquidez ao mercado. Entre as operações citadas por Meirelles, ele disse que a injeção de dólares à vista no mercado é a única que afeta as reservas internacionais, mas, apesar disso, elas ainda são superiores a US$ 200 bilhões.

Entre as medidas estão incluídos R$ 7 bilhões do FGTS para capitalizar o BNDES; R$ 10 bilhões do BNDES para financiar capital de giro; R$ 5 bilhões do Banco do Brasil também para financiar capital de giro; R$ 4 bilhões do BB para bancos de montadoras; R$ 5 bilhões em antecipação de crédito rural pelo BB; R$ 8,1 bilhões de ampliação de crédito rural; R$ 2 bilhões da Caixa Econômica Federal para o varejo; e R$ 3 bilhões da Caixa à construção civil.

O governo ainda tem margem de manobra com os compulsórios. Até sexta-feira, os bancos mantinham R$ 215,9 bilhões no BC. Meirelles já sinalizou que, se necessário, poderiam ser anunciadas novas liberações desses recursos.

Fonte: Estado de São Paulo


Cinco bancos brasileiros estão entre 20 mais lucrativos do continente americano

da Folha Online

Os cinco maiores bancos brasileiros estão as 20 instituições financeiras mais lucrativas do continente americano, revela levantamento da consultoria Economática. Bradesco, Banco do Brasil, Itaú ocupam, respectivamente, a terceira, a quarta e a quinta posição nesse ranking, que considera os resultados apurados até o terceiro trimestre deste ano. A amostra considera os bancos dos EUA e da América Latina, sem incluir as instituições financeiras canadenses.

O Unibanco e a filial brasileira do grupo espanhol Santander são o décimo e décimo-sexto bancos mais lucrativos da região, ainda segundo a Economática.

As primeiras posições desse ranking são dos bancos norte-americanos Wells Fargo e Bank of America. Apesar da crise financeira global, que teve seu epicentro nos EUA, as instituições financeiras norte-americanas ainda dominam o ranking dos 20 bancos mais lucrativos do continente, com 11 representantes. Depois dos EUA, o Brasil, com cinco bancos, o México e o Chile, cada um com dois bancos, são os países mais representados na lista.

Fusão

A Economática também elaborou um segundo ranking dos bancos mais lucrativos já levando em conta a fusão dos bancos Itaú e Unibanco, anunciada no início deste mês. Pela simulação da consultoria, um hipotético Itaú-Unibanco teria um lucro consolidado de US$ 1,33 bilhão no terceiro trimestre deste ano, garantindo um segundo lugar no ranking, atrás somente do norte-americano Wells Fargo (US$ 1,637 bilhão).

A Itaúsa --empresa de participações do grupo Itaú-- e o Unibanco anunciaram no último dia 3 que irão fundir suas operações financeiras, o que formará o maior banco do país e o maior grupo financeiro do Hemisfério Sul, segundo comunicado divulgado pelos bancos.

Segundo as duas instituições, o total de ativos combinado é de mais de R$ 575 bilhões --contra R$ 403,5 bilhões do Banco do Brasil, e R$ 348,4 bilhões do Bradesco, de acordo com dados de junho do Banco Central.

Veja a lista dos 20 bancos mais lucrativos do continente americano (em US$ milhões)

    • Wells Fargo - 1.637
    • Bank of America - 1.177
    • Bradesco - 997,9
    • Banco do Brasil - 975,3
    • Itaú - 965,2
    • Goldman Sachs - 845
    • US Bancorp - 576
    • JP Morgan - 527
    • State Street - 477
    • Unibanco - 367,5
    • BB&T - 358
    • Santander Serfin - 324,1
    • SunTrust Banks - 312,4
    • Charles Schwab - 304
    • Bank of NY Mellon - 303
    • Santander Brasil - 259,5
    • PNC Bank - 248
    • GFBanorte - 209,1
    • Bsantander - 174,7
    • Chile - 168,6


Encontro de dirigentes sindicais do Itaú, Unibanco e HSBC

Está marcada para o dia 9 de dezembro a nova rodada de negociação da Contraf/CUT e dos sindicatos com as direções do Itaú e do Unibanco para discutir a garantia dos empregos e dos direitos dos bancários com a fusão. Hoje, dia 17/11, começam em São Paulo os Encontros Nacionais de dirigentes sindicais do Itaú, Unibanco e HSBC, para discutir as campanhas permanentes nas três instituições. Nesta terça-feira, às 10h, representantes do Itaú e do Unibanco farão uma apresentação sobre o processo de fusão entre as duas empresas.

A primeira reunião das comissões de empresa com o Itaú e Unibanco para discutir os direitos dos trabalhadores ocorreu no dia 10 de novembro. Veja os detalhes da primeira reunião.

Campanhas permanentes

Os encontros nacionais de dirigentes sindicais que começam nesta segunda-feira visam definir as pautas específicas para a retomada das negociações permanentes junto aos bancos privados. Em dezembro, será a vez dos dirigentes de Santander, Real e Bradesco, que se encontrarão nos dias 8, 9 e 10 daquele mês.

A Programação

Dia 17/11:
19h - Abertura, com o painel "A crise financeira internacional, seus impactos nos bancos e na economia brasileira".

Dia 18/11:
10h - Apresentação dos representantes de Itaú e Unibanco sobre o processo de fusão.

- Reunião, por banco, para definição das reivindicações.

Dia 19/11:
9h às 12h - Discussão e aprovação das estratégias, calendários e demais elementos da campanha de mobilização e negociação.

Fonte: Contraf/CUT

CAIXA RECUA E CEDE NOVAMENTE

A exemplo da campanha salarial do ano passado, a Caixa tentou mais uma vez intimidar os empregados, desta vez ameaçando com uma CI aberrativa e que colidia com o acordo da Fenaban, que ela própria assinou. Em 2007, a empresa ameaçou ir para o TST; porém, recuou da decisão em virtude da mobilização e união dos funcionários. Desta vez a Caixa baixa a guarda e cede outra vez, a despeito do terrorismo que tentou fazer com seus empregados.“Estávamos com o sinal de alerta ligado e a qualquer momento podíamos reiniciar manifestações e paralisações pelo país afora, caso não respeitasse o acordo Fenaban”, ressalta Fábio dos Anjos, Secretário de Formação do Sindicato dos Bancários de Santos e Região e empregado da CEF.A pressão que os empregados exerceram durante todo o processo, organizados pelo Sindicato, fez com que a Caixa desistisse de descontar os dias de greve. Sejam para as bases que paralisaram de 30/09 a 22/10, sejam para as que paralisaram de 08/10 a 24/10.“Valeu a luta e a determinação de cada um de nós que não ficamos calados diante de posturas autoritárias para com os trabalhadores. E aqueles que lutaram por todos, não poderiam sair prejudicados”, finaliza Fábio.
Veja como ficou o acordo:
Compensação efetiva dos dias de greve, mas sem margem para a realização de desconto de horas remanescentes ao final do período pré-estabelecido para as compensações. As negociações tiveram início na sexta-feira passada (7 de novembro) e foram concluídas no dia de ontem - quarta-feira (12 de novembro).

O acordo resolve também a pendência relativa à continuidade da greve no dia 24 de outubro, em algumas bases sindicais. Até agora, a empresa estava determinada a descontar não só o dia 24 como também o dia anterior (23 de outubro) e até mesmo o final de semana, dias 25 e 26 de outubro. As negociações descartaram o desconto também desses quatro dias. Neste caso, o prazo para compensação será um pouco maior - até 19 de dezembro.

Confira, a seguir, como fica a íntegra da cláusula 33ª do acordo aditivo à Convenção Coletiva Nacional de Trabalho de 2008/2009, relativa aos dias de greve:

Cláusula 33ª - dias não-trabalhados (greve)

"Os dias não-trabalhados de 30 de setembro a 22 de outubro de 2008, por motivo de paralisação, não serão descontados, e serão compensados, a critério de cada banco, com a prestação de jornada suplementar de trabalho no período compreendido entre a data da assinatura desta Convenção Coletiva de Trabalho e 15 de dezembro de 2008, e, por conseqüência, não será considerada como jornada extraordinária, nos termos da lei".

Parágrafo primeiro

"Para os efeitos do "caput" desta cláusula serão considerados dias não-trabalhados por motivo de paralisação aqueles em que não se deu a prestação de serviço pelo empregado durante a jornada diária integral contratada".

Parágrafo segundo

"Os empregados que aderiram à greve no período de 30 de setembro a 24 de outubro realizarão efetivamente a compensação dos dias não-trabalhados até o dia 19 de dezembro de 2008, mediante plano de compensação".

Parágrafo terceiro

"Os empregados compensarão o saldo de horas dentro dos parâmetros legais, de acordo com plano de compensação definido pelo gestor da unidade, até os prazos estabelecidos, conforme abaixo:

Período de paralisação - data final de compensação

De 30 de setembro a 22 de outubro: 15 de dezembro.

De 30 de setembro a 23 de outubro: 16 de dezembro.

De 30 de setembro a 24 de outubro: 19 de dezembro.

Parágrafo quarto

"Os empregados com saldo positivo de horas, registradas no Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon), utilizarão o saldo positivo existente para compensar o montante negativo de horas não-trabalhadas no período de greve, na proporção de uma para uma".

Parágrafo quinto

"A Caixa se compromete a não descontar as horas que eventualmente remanescerem do total de horas não-trabalhadas, após o cumprimento do plano acima referido e de acordo com o período de compensação estabelecido".

FENABAN APRESENTA CONTRAPROPOSTA

A negociação de hoje, 24/9, foi encerrada após o Comando Nacional recusar a proposta apresentada pela Fenaban.
Os banqueiros apresentaram contraproposta de 7,5% ao índice reivindicado (13, 23%) pelos bancários, para uma inflação de 7,15% no período.
Para os benefícios propõe a correção pelo mesmo índice dos salários, ou seja, 7,5% e nada mais.
Para a PLR propôs manter todas as regras da CCT 2007, com correção da parcela fixa pelo mesmo índice de 7,5%.
Não apresentaram qualquer proposta de valorização dos pisos.

Maiores detalhes da contraproposta dos bancos e orientações sobre calendário serão informados após encerramento da reunião do Comando Nacional que está ocorrendo neste momento.

Assessoria de Comunicação
Federação dos Bancários de SP e MS
Vamos aumentar a pressão nos bancos

Indicativo de Greve, dia 08/10
Dia 25 de setembro haverá uma “Plenária Nacional dos dirigentes sindicais bancários”, em São Paulo, para discutir indicativo de GREVE para o dia 08 de outubro e os rumos da Campanha Salarial 2008.

Banqueiros estão intransigentes
Na 8ª rodada de negociação, dia 16, os banqueiros disseram não para todas as reivindicações de saúde e condições de trabalho, de igualdade de oportunidades e de emprego, e para as cláusulas sociais e renováveis, ainda insinuaram retirar direitos.
“Como sempre os banqueiros já mostraram suas garras com a intransigência, por isso vamos intensificar a mobilização e construir a greve”, afirma Ricardo Saraiva Big, presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região. Os banqueiros trataram com descaso uma série de reivindicações importantes para os bancários, como garantia de emprego, auxílio educação, ampliação da licença maternidade para seis meses independentemente da lei obrigar ou não, a isonomia para os afastados e o reconhecimento da periculosidade que aumenta a cada dia nas agências bancárias, sujeitas a assaltos e violência.

Bancários fazem manifestações na Baixada Santista

A categoria bancária e a diretoria do Sindicato realizaram manifestações no Guarujá, dia 18, em Cubatão e Praia Grande, dia 17, no Centro e Gonzaga em Santos, dia 16, para pressionar os banqueiros nas negociações da Campanha Salarial 2008. Foram erguidas faixas com as reivindicações da categoria e denunciando a exploração dos bancários, más condições de trabalho os lucros dos banqueiros, o desaparecimento de dezenas de bancos comprados por apenas cinco, falta de funcionários nas unidades da região e a redução da categoria.
Os bancários (as), clientes e a população receberão cartas abertas explicando com dados concretos toda a responsabilidade dos banqueiros pelas filas imensas, a demissão de quase 60% da categoria em nossa região desde 1988, a discriminação de usuários dos bancos, o acúmulo de serviços e as metas impostas aos bancários, entre outras coisas.
“Exigimos melhores condições de trabalho, piso salarial de R$ 2.074 (salário mínimo do Dieese), fim das metas, PLR de 3 salários mais R$ 3.500, vale-refeição de R$ 17,50 e cesta-alimentação de R$ 415 e um índice de no mínimo 13,23%. Os lucros continuam nas alturas, só para lembrar”, ressalta Ricardo Saraiva Big, Presidente do Sindicato.

Lucro do Bradesco cresce 2,4% no primeiro semestre da Folha Online

O lucro líquido do Bradesco no primeiro semestre deste ano foi de R$ 4,105 bilhões, um crescimento de 2,4% em relação ao registrado no mesmo período de 2007, R$ 4,007 bilhões. O lucro corresponde a R$ 1,34 por ação. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira. A parte do lucro líquido correspondente a atividades financeiras foi de R$ 2,636 bilhões, ou 64% do total; R$ 1,469 bilhão veio das atividades do Bradesco Seguros e Previdência (36% do total).

O valor de mercado do Bradesco manteve-se estável em relação ao mesmo período do ano anterior, R$ 95,608 bilhões em junho deste ano. Os ativos totais em junho de 2008 registraram saldo de R$ 403,271 bilhões, um crescimento de 38,8% em relação ao mesmo período de 2007.

A carteira de crédito atingiu R$ 181,602 bilhões, uma expansão de 38,8% em relação a igual período do ano anterior. As operações com pessoas físicas totalizaram R$ 65,872 bilhões (crescimento de 32,2%) enquanto as operações com pessoas jurídicas atingiram R$ 115,730 bilhões (crescimento de 42,9%).

O patrimônio líquido ficou em R$ 33,711 bilhões no semestre passado, um crescimento de 22,5% sobre igual período do ano anterior. A remuneração aos acionistas --na forma de juros sobre o capital próprio e dividendos pagos e provisionados no período-- somou R$ 1,459 bilhão (35,5% do lucro líquido do mesmo semestre).

Itaú lucra R$ 2,041 bi no 2º trimestre e R$ 4,084 bi no semestre

O Itaú encerrou o primeiro semestre de 2008 com lucro líquido consolidado de R$ 4,084 bilhões, excedendo em 1,7% os R$ 4,016 bilhões acumulados em mesmo período do ano passado. O lucro recorrente avançou 6,2%, indo de R$ 3,820 bilhões para R$ 4,057 bilhões.

Os ativos totais da instituição somavam R$ 343,870 bilhões ao fim de junho frente aos R$ 255,417 bilhões registrados um ano antes, elevação de 34,6%. A carteira de crédito, incluindo avais e fianças, expandiu-se 41,3% em relação a igual período do exercício anterior, situando-se em R$ 148,1 bilhões.

"No Brasil, a carteira de crédito livre, pessoa física, avançou 38,3% em relação a junho de 2007, atingindo R$ 62,3 bilhões e o segmento de micro, pequenas e médias empresas cresceu 66,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 29,8 bilhões", informou o Itaú em nota.

O patrimônio líquido consolidado aumentou 14,3%, para R$ 30,341 bilhões, ante os R$ 26,545 bilhões em junho de 2007.

Apenas no segundo trimestre deste exercício, o Itaú verificou lucro líquido consolidado de R$ 2,041 bilhões, menor do que os R$ 2,115 bilhões obtidos em intervalo correspondente de 2007. O lucro recorrente foi de R$ 2,079 bilhões, comparável ao R$ 1,919 bilhão apurado um ano antes.

(Valor Online)

Questões aprovadas no 24º CONECEF
As reivindicações aprovadas pelo Conecef englobam questões relacionadas à Funcef/Prevhab, ao Saúde Caixa, à estruturação da carreira, à representação dos trabalhadores na gestão da Caixa e à organização do movimento. Confira, a seguir, a principais deliberações:

Funcef/Prevhab/Aposentados

- Solução do processo de migração dos participantes da Revhab para a Funcef;
- Correção dos benefícios das mulheres que se associaram à Funcef até junho de 1979 e que se aposentaram proporcionalmente;
- Extensão do auxílio cesta-alimentação para todos os aposentados e pensionistas;
- Reposição das perdas dos benefícios;
- Pagamento de PLR aos aposentados por invalidez, com custo para a Caixa;
- Plano de saúde (Plano Família) para filhos acima de 24 anos

Saúde Caixa - Inclusão dos filhos com necessidades especiais maiores de 21 anos como dependentes diretos;
- Mudança do caráter do Conselho de Usuários, de consultivo para deliberativo;
- Ampliação e aperfeiçoamento da estrutura de gestão do plano de saúde;
- Anistia dos débitos do Saúde Caixa;
- Criação de programas de saúde mental e de apoio a dependentes químicos, com garantia de participação dos representantes dos empregados na elaboração e acompanhamento;
- Reconhecimento das atividades de avaliador de penhor e de técnico de operações de retaguarda como insalubres;
- Garantia de incorporação do valor da comissão de cargo e CTVA aos salários em razão de seqüelas pro acidente de trabalho;
- Adoção do salários global do empregado para fins de cálculo dos adicionais de insalubridade e periculosidade;
- Extensão do Saúde Caixa para os aposentados que saíram por meio do PADV;
- Extensão do auxílio funeral aos dependentes inscritos no Saúde Caixa;
- Fim do assédio moral e de todas as formas de violência organizacional;
- Criação de espaços nas unidades de trabalho para exercícios laborais.

Estruturação de carreira na Caixa - Criação de comissão formada pelas entidades que compõem a CEE/Caixa para construção de plano em substituição ao PCC.;
- Garantia da jornada de 6h;
- Isonomia de direitos entre novos e antigos empregados com extensão da licença-prêmio, anuênios e VP e com normatização das Apip;
- Valorização do cargo de caixa/PV com aumento dos valores de comissão e piso de mercado
- Equiparação salarial dos caixas de retaguarda com os caixas/PV;
- Extinção dos diferenciais de mercado A,B e C, com equiparação dos pisos nos valores do mercado A;
- Extinção dos diferenciais de classe de filiais, com equiparação dos pisos aos valores da filiais classe I;
- Maior peso na avaliação dos serviços e produtos sociais da Caixa;
- Planejamento participativo/avaliação participativa para distribuição de deltas por merecimento;

Representação dos trabalhadores na gestão da Caixa e outros temas - Eleição de representante dos empregados para o Conselho de Administração da Caixa;
- Garantia ao empregado, dentro de sua jornada de trabalho, de tempo para leitura dos normativos e suas alterações;
- Adoção de critérios para definição de LAP negociados com os representantes dos empregados;
- Cumprimento das definições relativas ao acordo coletivo/2005 no que diz respeito a completar o número de 210 técnicos sociais lotados nas Gidur e Redur;
- Observância da Resolução nº 430 do Confea nas áreas de desenvolvimento urbano, tecnologia, patrimônio e segurança do trabalho, no que diz respeito à subordinação de profissionais de engenharia e arquitetura;
- Ampliação do número de técnicos sociais;
- Treinamento presencial para os empregados da área social nos PVs;
- Alocação de cargos técnicos e gerenciais para a área de transferência de benefícios nos PVs
- Ampliação do acesso ao incentivo para educação superior, com aumento do auxílio para R$ 500,00;
- Retorno do auxílio-educação, abrangendo dependentes de 7 a 14 anos.



Pauta Específica do BB

Os 175 delegados eleitos em todo o país que participaram do 19º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil aprovaram na plenária final a pauta de reivindicações específicas que serão negociadas com a direção do BB simultaneamente às negociação da Campanha Nacional dos Bancários na mesa da Fenaban.

Os principais eixos da campanha específica são:

Abertura imediata de negociação sobre PCCS.

Fim da lateralidade e pagamento das substituições.

Jornada de 6 horas para comissionados.

Fim do voto de Minerva na Previ.

Implantação imediata do Plano Odontológico na Cassi.

Banco do Brasil para o desenvolvimento, com valorização do trabalho.

Esta é a relação completa das resoluções aprovadas pelo Congresso:

Previ, Plano 1

A negociação do superávit da Previ deve ser pauta urgente dos sindicatos e associações ligadas ao funcionalismo, a fim de pressionar pelo início das negociações.

Ampla campanha pelo fim do voto de minerva na Previ.

Volta da Diretoria de Participação eleita pelos associados.

Volta do direito de voto dos associados para alterações do Estatuto e de aprovação de contas.

Busca permanente da correção de distorções visando melhorar os benefícios de quem recebe os salários mais baixos, inclusive a redução da Parcela Previ.

Não à proposta de devolução das contribuições dos patrocinadores.

Previ Futuro

Devolução de todas as parcelas das contribuições para quem sair do plano.

Redução da Parcela Previ no Previ Futuro.

Previdência dos bancos a serem incorporados

Que seja apurada a situação do fundo de pensão dos funcionários do BEP (Banco do Estado do Piauí).

Cassi e saúde do funcionalismo

Reafirmar o modelo de Atenção Integral à Saúde e da Estratégia Saúde da Família, cumprindo o Acordo de 2007, segundo o qual o aporte de R$ 300 milhões deve ser aplicado prioritariamente nesse modelo.

Implantação de fato do Programa Saúde da Família com a participação dos usuários no processo, sobretudo na escolha do local das unidades.

Transformação dos módulos existentes em Unidades do Programa Saúde da Família.

Garantia de tratamento de patologias adquiridas ou congênitas sem prejuízo da estratégia do Saúde família.

Dedicação exclusiva de um dia no próximo Congresso dos Funcionários do BB para discussão do tema saúde.

Ratificar as deliberações sobre saúde do Encontro Nacional dos Funcionários do BB realizado em 2007.

Ampliação e melhoria do atendimento ambulatorial e de emergência a todos os funcionários, inclusive os terceirizados.

Criação de unidades móveis ambulatoriais e de emergência e melhoria das existentes nas dependências dos bancos.

Criação da Ouvidoria interna e externa, vinculada ao Conselho Deliberativo.

Implementação imediata do Plano Odontológico, cobrando do BB e da Cassi como está o andamento do processo.

Criação de um Grupo de Trabalho com a finalidade de interferir no relacionamento da Cassi com o BB, possibilitando que a mesma atue de forma independente, sobretudo nos casos que envolve as doenças do trabalho.

Exigir que a Cassi forneça ao movimento sindical dados estatísticos sobre diagnósticos de efermidades, inclusive as CATs emitidas, com periodicidade semestral e por faixas demográficas, que possibilitem o mapeamento epidemiológico d@s funcionári@s do BB.

Melhoramento do exame periódico, incluindo exames cardíacos, odontológicos, auditivos e outros.

Ampliação do credenciamento e da rede de atendimento, sobretudo nas cidades do interior. As metodologias utilizadas devem considerar, além dos aspectos geográficos como a distância, critérios demográficos, como a densidade populacional.

Melhoria no atendimento da Central de Atendimento da Cassi.

Como medida de economia e preservação ambiental, solicitar que a Cassi disponibilize um canal de consulta onde @s bancar@s se manifestem se querem ou não receber a revista informativa da Cassi.

Garantia de não cobrança de exames clínico-laboratoriais relacionados a prevenção contra a reincidência de patologias "curadas". (Como câncer, por exemplo)

Exigir o fim da co-participação nas consultas com nutricionistas independente do diagnóstico de obesidade mórbida.

Fim da terceirização do Sesmt.

Estudo de criação de um plano para os pais no Cassi Família, com contribuição menor.

Liberação dos conselheiros eleitos e indicados pelas Cipas para a participação das reuniões do conselho de usuários, com reembolso das despesas de deslocamento dos conselheiros.

Ampliação da comunicação interna da Cassi via Sisbb, dando ênfase à divulgação dos Fatores Protetores para Promoção da Saúde e programas do ESF (Tabas, Viva Coração e outros).

Implantação de um programa de saúde preventivo amplo, com base nos estudos sobre o tema realizados pelo grupo de trabalho 2003.

PCCS

Fim da lateralidade e pagamento das substituições.

Crescimento Horizontal e Vertical no PCCS..

PCC com reajuste baseado no aumento dos executivos - 30% sobre as comissões (AF AFR).

Revisão da estrutura da DG incluído reformulação dos VRS dos cargos

Incorporação de 10% aa do valor da comissão a cada doze meses de exercício.

Efetivação na comissão de caixa após 90 dias de exercício..

Cumprimento da jornada de seis horas para os cargos técnicos.

Descomissionamento somente por processo administrativo.

Ascensão profissional por meio de provas para as comissões até gerente executivo, com exceção dos Gerentes Gerais e Superintendentes.

Licença Prêmio e férias de 35 dias para todos além da igualdade de todas as ausências dentro do BB.

Corrigir os salários em 15 classes por tempo de serviço, a cada dois anos, com interstício de 10% em cada nível. O crescimento na faixa por merecimento se dará alternadamente com o por tempo, sendo que por merecimento não é necessário aguardar o tempo mínimo de 2 anos.

O critério para a promoção por merecimento será a aplicação de uma prova interna que avaliará os conhecimentos em técnicas bancárias..

Inclusão do adicional de insalubridade para os caixas e tesoureiros (30%) e o ponto seja considerado após entrega do baú e do fechamento do cofre.

Retorno do anuênio com índice de 1%, com a indenização do tempo não pago em uma única parcela. Eliminação da verba de caráter pessoal - VCP do anuênio.

As carreiras técnico-científicas terão uma ascensão lateral de 5 níveis com interstício de 15% e como critério de ascensão será aplicado uma prova interna que avaliará os conhecimentos no cargo.

A carreira de apoio obedecerá o mesmo critério da carreira administrativa.

Gratificação de caixa deve ser majorada.

Sobre o total de rendimentos brutos será acrescido o percentual de 25% a título de gratificação.

Fim da 308 e implantação do código de greve logo após as paralisações.

Retorno das comissões de fiscalização (quadro de fiscais da CSO) contra as terceirizações.

Os critérios de ascensão profissional deverão ser claros e objetivos, considerando provas e certificações, entrevistas e reformulação do sistema TAO. As travas não devem passar de seis meses.

Aos detentores de habitualidade será permitida a alternativa de exercer cargo comissionado, recebendo o valor referente à habitualidade como verba de caráter pessoal - VCP, retornando ao status anterior caso venha a deixar de exercer o cargo.

Serão criadas 5 faixas em cada uma das comissões com interstício de 5%, que permitirá ao funcionário perceber uma melhor remuneração em função da sua experiência no cargo.

O critério para a promoção lateral será a aplicação de uma prova interna que avaliará os conhecimentos em técnicas bancárias e no cargo.

A jornada dos comissionados deve ser de 6 horas.

Os cargos serão descritos de forma objetiva e clara, obedecendo um método quantitativo de avaliação.

Revisão da remuneração dos Gerentes de Módulo e Gerex e fim dos módulos básico e intermediários.

O mandato do delegado sindical deve ser pontuado no TAO.

A cada ano deve ser incorporada a função até que em dez anos ele tenha a incorporação total das comissões.

Pauta específica

PLR justa para todos os funcionários, inclusive para os que trabalharam menos de 90 dias no semestre.

Priorizar o combate à implementação dos Caixas volantes

Convocação imediata dos aprovados quando houver abertura de vagas.

Seminário sobre CCP e propor alterações no acordo.

Implementação efetiva do SESMT.

Incluir os aposentados no Congresso de 2009.

GT para revisão das demissões imotivadas.

Redução de tarifas e juros a patamares 50% menores do que os medidos no mercado bancário.

Criação de patamares mínimos de contratos (valor e quantidade) de investimento em programas (Pronaf e pequenas e médias empresas).

Novo critério de avaliação das dependências com valorização dos resultados sociais e não financeiros.

Rediscussão da estrutura do Semat.

Liberar o acesso do LIC-Intranet para todos os sindicalistas liberados.

Bolsa de idiomas e bolsa graduação integral.

Revisão da remoção de funcionários por motivos involuntários ou reestruturações.

Vale transporte diferenciado para deslocamento de deficientes.

Delegado sindical: 1 por dependência. Dependência com quadro acima de 50 funcionários, 1 a cada 50 ou fração.

Isonomia (Licença prêmio, ausências e férias).

Eleição de representante dos funcionários no Conselheiro de Administração.

Fim da trava do Pronaf nas dependências com inadimplência superior a 2%.

Bolsa estágio: piso do bancário e vale transporte integral.

Desvincular do acordo de trabalho os programas: de aprimoramento profissional, QVT e DRS. A gestão destes programas deve passar a ser exercida pela Gepes.

Pagamento da gratificação de caixa para qualquer comissionado.

PLR - Manter o VP do E6 como padrão para os funcionários de E1 a E5. Para os cargos acima do E7, considerar a remuneração total do funcionário.

Cláusula de proteção ao assediado nos casos de denúncia.

PLR - Revisão da régua de Módulo Bônus.

Cumprimento da NR 17 em todas as centrais de atendimento (Gecex, etc.).

Inclusão dos caixas na Cláusula 15 da ACT.

Ampliação de número de caixas e do valor da gratificação.

Cumprimento da legislação quanto aos portadores de necessidades especiais.

Reimplantação do Sesmt atendendo a legislação do TEM.

Combate ostensivo ao assédio moral e proteção do assediado.

Ponto eletrônico com trava em todos os sistemas utilizados como ferramentas de trabalho.

Condições adequadas para o retorno dos lesionados por acidente de trabalho.

Isonomia de direitos para os afastados por doenças (auxilio alimentação, refeição, comissionamentos etc)

Extensão para todos do pagamento do VCP-Comissão por 12 meses em qualquer caso de perda da mesma.

Alteração do sistema de leitura de cartão do PIN PAD nos atendimentos.

Discussão do Trabalho à Distância e NonStop.

Cláusula de liberação do dirigente - aumento da quantidade.

Pagamento do dia do trabalho mais folga para a prova de certificação.

Gestão, formação, valorização remuneração sindical classista. Criação de GT sindical para formulação de propostas.

Participação do delegado sindical no comitê de administração da dependência nos assuntos relativos a gestão de pessoas.

Apoio às lutas da CUT

Correção da Tabela de Imposto de Renda.

Fim do Fator Previdenciário.

Acompanhar e propor Projetos de LEI (PLs)

Isonomia.

Reintegração de demitidos.

Parcelamento de férias.

O papel do BB como banco público

Banco do Brasil para o desenvolvimento, com valorização do trabalho.

Fim da terceirização e dos correspondentes bancários.

Fim do Projeto USO e contratação de mais funcionários.

Campanha pelo BB Legal nos 200 anos, com o cumprimento das legislações da jornada, do Sesmt e do vale-transporte.

Continuidade da Campanha Acorda BB com paralisações.

Denunciar os descasos na atuação e implantação do DRS.

Ampliação do horário de atendimento ao público.

Denunciar o BB por descumprimento do Código Brasileiro de Governança Corporativa por descumprir as questões de equidade.

Denunciar à sociedade as condições de trabalho no BB no Paraguai.

Campanha de denúncia do mau atendimento para o Bacen.

Denunciar o sucateamento da Central de Atendimento e sua terceirização.

Luta pela proteção do Besc e seus funcionários.

Manutenção de todas as agências do Besc.

Definição do Nicho de emrcado a ser exercido pelo Besc, preservando a continuidade das atividades, sem impacto para a sociedade e funcionários.

Manutenção de todos os empregos do Besc.

Equalização de todos os direitos entre os funcionários do Besc e do BB.


Conferência Interestadual da Campanha Salarial 2008

A diretoria do Sindicato estará participando, dias 17 e 18 de julho, da Conferência Interestadual para organizar os eixos da Campanha Salarial:

índice de reajsute, aumento real, PLR, auxílio alimentação, cesta alimentação, estratégias e outros assuntos referentes.

A Conferência tratará de temas por bancos como: saúde, previdência, remuneeração e reivindicações sociais.

O técnico do Dieese fará palestra sobre Conjuntura e Remuneração.

Empregados rejeitam proposta do PCS da Caixa

No último dia 26 realizamos uma assembléia em Santos onde a proposta do PCS foi amplamente debatida e rejeitada por todos a exceção de um voto a favor. Deliberamos também que ela ficaria em caráter permanente.

Estamos convocando todos os trabalhadores para assembléia dia 11 de julho - sexta-feira - às 19h, na Av. Washington Luiz, 140, para retomar os debates e denunciar a tentativa desleal pelo Superintendente Regional para com os trabalhadores da Caixa Federal, referente ao PCS, utilizando o aparato da Caixa (caixa-mail, aúdio-conferências, etc) para confundir os funcionários e jogá-los contra o Sindicato, diretores e delegados sindicais, impondo, inclusive, um abaixo-assinado com o peso do timbre da CEF, no intuito de intimidar, desrespeitando as leis que regem a relação capital x trabalho, tentando interferir no Sindicato. Por isso, tomaremos medidas judiciais cabíveis.

Esta assembléia terá o objetivo de esclarecer, a quem não teve o ensejo de vir na anterior, tudo o que ocorreu até o presente momento relativo à discussão do novo Plano de Cargos e Salários (PCS) e para deliberarmos a aprovação ou rejeição da proposta da Caixa sobre o PCS.

Não podemos tolerar que os “ditadores de plantão” interfiram no rumo dos debates que dizem respeito a nós, funcionários da Caixa, como vem interferindo de forma capciosa, autoritária e vil. Já não basta termos que aguentar isso tudo no nosso dia-a-dia, sem que possamos, democraticamente, participar das decisões da Empresa.

Por isso, é fundamental o comparecimento de todos!

O PCS É MUITO IMPORTANTE, POIS NÃO TEREMOS OUTRA OPORTUNIDADE DE DISCUTI-LO, NÃO DEIXE QUE TOMEM ESTA DECISÃO POR VOCÊ.

Assembléia dos empregados da Caixa Econômica Federal sobre o PCS

Em assembléia realizada dia 26/06, em Santos, os empregados da Caixa Econômica Federal, da base do Sindicato dos Bancários de Santos rejeitaram a proposta de Plano de Cargos e Salários (PCS) por não atender as reivindicações dos bancários.

Caixa Federal : Nova rodada de negociação do PCS fica para o dia 18

São Paulo - Foi confirmada para o próximo dia 18 negociação entre a Caixa e o movimento sindical. O tema principal mais uma vez será a unificação das tabelas do Plano de Cargos e Salários (PCS) do banco, mas outros itens serão levados à mesa de negociação pelos representantes dos bancários.

Na última negociação, ocorrida no último dia 3, a Caixa negou a maioria das reivindicações apresentadas pelos representantes dos trabalhadores e contidas na contraproposta dos empregados. O ponto principal foi a insistência do banco na vinculação da migração para o novo PCS ao saldamento do Reg/Replan.

Os trabalhadores levaram ainda outros temas para a mesa de negociação, como o desconto de descanso remunerado de trabalhadores de Sergipe, Belo Horizonte e Bahia e perseguição contra empregados comissionados por conta de participação em greve.

Santander paga mais de R$ 1 bilhão por nova sede

O Santander anunciou hoje a compra de um prédio em São Paulo no valor de R$ 1,06 bilhão. O imóvel, localizado num dos pontos mais valorizados da capital paulista, abrigará a sede da instituição no país.

Além da sede do banco espanhol, o complexo abrigará também um hotel cinco-estrelas, outra torre de escritórios, um heliponto e um shopping. Toda a construção será integrada à butique Daslu, que vende produtos de alto luxo, direcionados apenas para o consumo da classe alta.

O que se pergunta é porque o Santander se dispõe a pagar uma fortuna por um imóvel - só para comparação, o lucro do banco no Brasil em 2007 foi de R$ 1,86 bilhão - ao mesmo tempo em que se mostra tão arredio a atender as reivindicações de seus funcionários por melhores condições de trabalho. Os bancários do Santander sofrem diariamente com jornadas de trabalho extenuantes, retrabalho, intensa pressão pelo cumprimento de metas, assédio moral e com o fantasma de demissões injustificadas.

O fato é que quando o assunto é investir no patrimônio físico do banco, gastando mais de R$ 1 bilhão numa sede, não há entraves. Quando o assunto é investir na melhoria das condições de trabalho daqueles que geram o lucro para a empresa, como em contratações, por exemplo, tudo se torna muito difícil. O que falta é o Santander perceber que o seu maior patrimônio, ao lado dos seus clientes, são os funcionários que lutam diariamente pelo crescimento da empresa.

Fonte: Seeb Belo Horizonte

Caixa assina novo TAC para substituir terceirizados por concursados

A Caixa Econômica Federal assinou um novo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), no qual se compromete a acabar com a terceirização na atividade-fim da empresa até junho de 2009. O TAC foi assinado na segunda-feira, dia 2.

Esta é a segunda vez que a Caixa se compromete com o MPT a extinguir os terceirizados, substituindo-os por empregados concursados. O primeiro TAC foi assinado em 2004, quando o banco possuía 28 mil trabalhadores terceirizados. O acordo determinava a substituição gradual desse contingente por concursados até 2007.

A Caixa cumpriu parte do compromisso, porém há ainda mais de 9 mil terceirizados trabalhando no banco. Pelo novo TAC, 3.100 aprovados nos concursos da Caixa serão convocados até o final do ano, sendo 1.600 até 11 de julho e 1.500 até 30 de dezembro. Além desses, outros 1.903 aprovados foram convocados no mês passado.

Fonte: Seeb DF

Amazônia: não adianta chiar, a “Economist” tem razão

06/06 - 13:56 - Ricardo Kotscho

Por mais que a gente não goste quando alguém quer “meter o dedo” na Amazônia, como reclamou o presidente Lula na quinta-feira, em solenidade de comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente, a verdade é que tem toda razão a revista britânica “The Economist” quando afirma que é quase impossível colocar regras na região.

Em sua edição desta semana, na reportagem “Bem-vindo à nossa selva que encolhe”, a revista mata a pau ao constatar que é muito difícil para o governo brasileiro controlar o desmatamento e a exploração da floresta amazônica, “já que não há controle sobre a propriedade de terras na região”.

Não tem controle mesmo - e dificilmente um dia terá. Digo isso com tristeza, depois de dezenas de viagens que fiz pela Amazônia para garimpar reportagens nos últimos quarenta anos. Lá é tudo muito longe e imenso demais para alguém sonhar em colocar ordem na floresta.

Em outubro do ano passado, quando estive na região para fazer uma reportagem sobre a exportação de gado vivo em pé da Amazônia para o Líbano e a Venezuela, viajando em monumentais navios gaiola (edição nº 5 da revista “Brasileiros”), recolhi alguns dados alarmantes que mostram o como é o estouro da boiada derrubando a floresta:

• Em 1964, a Amazônia tinha um rebanho de cerca de um milhão de cabeças de gado e menos de 1% da área havia sido desmatada para a formação de pastos.

• Em apenas treze anos, entre 1990 e 2003, o rebanho amazônico passou de 26,6 milhões para 63 milhões de cabeças, um crescimento de 6,7% ao ano, dez vezes maior do que a média brasileira.

• Hoje, os pastos abrigam mais de 70 milhões de cabeças de gado, um terço de todo o rebanho bovino do país, que desde o ano passado é o maior exportador de carne do mundo. Como a Amazônia tem uma população de 23 milhões, isso dá a média de três bois por habitante.

• Para abrir os pastos, foram desmatados 16% da área da floresta, o que dá mais de 70 milhões de hectares, equivalente a Espanha e Portugal juntos ou superior à soma das áreas dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

• A Amazônia continua perdendo 24 mil quilômetros de mata nativa por ano, uma área equivalente ao Estado de Sergipe ou dois terços do território da Bélgica. Como 1% da floresta vira pasto todo ano, mantido o atual avanço do gado na região, em 2050, metade da floresta já terá sido derrubada para abrigar um curral de 285 milhões de cabeças de gado.

• A principal razão para este estouro da boiada é o baixo preço da terra ou a pura e simples invasão de áreas públicas, a popular grilagem. Sai mais barato derrubar árvores (R$ 200 a R$ 300 por hectare) do que recuperar solos de áreas já desmatadas e degradadas transformadas em juquira (R$ 700 a R$ 750 o hectare). À medida que os canaviais tomaram o lugar dos pastos na febre do etanol e a soja avançou pelo centro oeste, os pecuaristas foram subindo o Brasil e ocuparam a Amazônia em busca de novos espaços.

• Outro motivo para a expansão da pecuária foi a progressiva derrubada de barreiras sanitárias que dificultavam a venda de carne da região para o centro-sul do país e o exterior, em especial pela falta de controle da febre aftosa (a “Economist” errou neste ponto, ao afirmar em sua reportagem que o gado criado na Amazônia não pode ser exportado). Com a liberação da exportação, o Brasil mandou no ano passado mais de 500 mil cabeças de boi vivo para a Venezuela e o Líbano.

• Cercada de rios e de peixes por todos os lados, a população rural da Amazônia tem hoje na pecuária sua principal fonte de sustento _ tanto as 25 mil famílias de grandes e médios fazendeiros, com áreas acima de 500 hectares, como os 400 mil pequenos proprietários. A soja ocupa uma área de apenas um milhão de hectares (1/70 dos pastos), outras lavouras fracassaram e só agora se começa a falar em ampliar o plantio de cana para a produção de etanol.

Na mesma sexta-feira em que circulou a edição da “The Economist”, a nossa imprensa nativa abria manchetes para o levantamento feito pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), estudo encomendado pelo Banco Mundial, dando conta de que a posse é irregular e totalmente fora do controle do governo em 42 milhões de hectares _ uma área correspondente a 8,5% da Amazônia, onde cabem os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraíba e Sergipe juntos.

“Trata-se, na prática, de uma privatização gratuita da floresta. Nunca pagaram pelas terras e continuam sem pagar impostos”, disse a “O Globo” o coordenador da pesquisa, engenheiro florestal Paulo Barreto.

O processo é sempre o mesmo: o grileiro “empresta” a terra ao madeireiro para “limpar a área”, quer dizer, derrubar a floresta, e em seguida planta capim, avançando sem limites e sem qualquer controle, até porque, título de terra por aqui é coisa de ficção, quando existe.

Diante desse quadro, soam até românticas algumas iniciativas anunciadas pelo governo federal para conter a destruição da floresta depois que o mundo inteiro começou a gritar contra o desmatamento progressivo.

Primeiro, o ministro da Justiça, Tarso Genro, anunciou no começo de maio que irá preparar, junto com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, um decreto para aumentar o número de postos militares na Amazônia.

Tudo muito bem, tudo muito bonito, mas lamento dizer que, do jeito que a situação por lá está absolutamente fora de controle, nem que o governo enviasse para a Amazônia todo o efetivo e todos os equipamentos das nossas Forças Armadas, incluindo helicópteros e aviões, a situação se reverteria.

Na quinta-feira, dia 5, quando o presidente Lula comparou a floresta a vidros de água benta em que “todo mundo acha que pode meter o dedo”, o governo criou mais três unidades de conservação ambiental na Amazônia num total de 26,5 mil quilômetros quadrados, equivalente a quase 18 vezes a cidade de São Paulo.

Tudo muito bem, tudo muito bonito, mas quem vai fiscalizar estas unidades de conservação, se as atuais tropas do Incra e do Ibama já não dão conta de cuidar das dezenas de áreas igualmente já protegidas por decreto?

“Temos que correr atrás do prejuízo, diminuir o desmatamento e preservar mais do que aquilo que se desmata”, proclamou o neo-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que deu um prazo de quatro anos aos fazendeiros, a partir de julho, para regularizarem seus títulos de propriedade ou terão suas terras confiscadas.

Quatro anos para regularizar os títulos? Até lá, se ainda estivermos vivos e o mundo não acabar nas fogueiras do inferno da floresta, mais quantos milhares de quilômetros terão sido desmatados e quantas outras propriedades terão sido griladas, longe dos olhos da lei e dos nossos queridos ministros?

O pior é que, desta vez, somos obrigados a reconhecer: a revista inglesa está certa ao dizer: “Na prática, é quase impossível para o governo impor sua vontade nos limites do seu império, mesmo se quisesse”.

28/05/08 -Comando dos Funcionários da Nossa Caixa entrega reivindicações à direção do BB

Em documento entregue por dirigentes sindicais e o Comando dos Funcionários da Nossa Caixa ao presidente do Banco do Brasil foram reivindicados os itens abaixo:

Quando comparado abril de 2008 com abril de 2007, a inadimplência das pessoas físicas registrou alta de 7,5%, apontou o indicador da Serasa. Já na relação entre abril de 2008 e março último, a inadimplência dos consumidores apresentou uma queda de 3,1%.

- Transição negociada;

- Participação e transparência nas negociações;

- Manutenção de todos os empregos;

- Respeito a todos os direitos dos bancários;

- Manutenção da previdência e da assistência médica;

- Integração do PCS da Nossa Caixa ao do Banco do Brasil;

- Não fechamento de agências;

- Respeito ao banco público.

Caso as reivindicações não sejam respeitadas e colocadas em prática haverá greve na Nossa Caixa. O Sindicato irá lutar até o fim utilizando todos os meios para organizar os trabalhadores em defesa de seus direitos conquistados com muita luta e suor ao longo de décadas.

Para isso é preciso que todos participem das plenárias que serão agendadas nos próximos dias e mobilizem-se junto com o Sindicato para assegurar seus empregos e direitos.

Todos sabem o que aconteceu com o Banespa privatizado pelos tucanos Covas e Alckmin. Não se enganem, Serra é farinha do mesmo saco!

15/05/08 - Inadimplência dos consumidores cresceu 6,7% até abril

A inadimplência dos consumidores apresentou elevação nos quatro primeiros meses deste ano, segundo o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física. De janeiro a abril de 2008 a inadimplência dos consumidores cresceu 6,7% na comparação com o mesmo período de 2007.

Quando comparado abril de 2008 com abril de 2007, a inadimplência das pessoas físicas registrou alta de 7,5%, apontou o indicador da Serasa. Já na relação entre abril de 2008 e março último, a inadimplência dos consumidores apresentou uma queda de 3,1%.

As dívidas com os bancos lideraram, no primeiro quadrimestre de 2008, o ranking de representatividade da inadimplência dos consumidores, com uma participação de 43,1% no indicador. De janeiro a abril do ano anterior esta representação foi de 37,1%.

Em seguida estão as dívidas com cartões de crédito e financeiras, que de janeiro a abril de 2008 tiveram uma participação de 31,5%, enquanto no mesmo acumulado do ano anterior este percentual foi de 31,3%.

Ocupando o terceiro lugar do ranking, os cheques devolvidos representaram, nos quatro primeiros meses de 2008, 23,1% da inadimplência das pessoas físicas. No primeiro quadrimestre de 2007 esta modalidade de inadimplência teve participação de 28,9% no indicador.

Por último, as anotações com títulos protestados tiveram de janeiro a abril deste ano uma participação de 2,3% no indicador, abaixo dos 2,7% obtidos nos quatro primeiros meses de 2007.

O indicador ainda revela que o valor médio das dívidas com cartões de crédito e financeiras, no acumulado de janeiro a abril de 2008, foi de R$ 433,62, o que representou uma elevação de 25,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. As dívidas com os bancos, por sua vez, registraram nos quatro primeiros meses de 2008 um valor médio de R$ 1.365,92, com alta de 7,1%, quando comparado ao acumulado de janeiro a abril de 2007.

Já os títulos protestados representaram no primeiro quadrimestre de 2008 um valor médio de R$ 915,00, com crescimento de 12,3% perante os quatro primeiros meses de 2007. Os cheques sem fundos tiveram de janeiro a abril de 2008 um valor médio de R$ 637,01, o que significou alta de 6,5% na relação com o primeiro quadrimestre de 2008.

Para os técnicos da Serasa, o aumento do endividamento da população conjugado à redução da renda disponível refletiu na alta do indicador de inadimplência no primeiro quadrimestre do ano.

Por um lado, a maior oferta de recursos, o alongamento dos prazos de pagamentos e as novas modalidades de crédito têm incentivado a expansão do endividamento da população.


15/05/08 - Pobres pagam 44% mais impostos do que ricos

Os impostos no Brasil pesam mais sobre os que têm menor renda. Os 10% mais pobres pagam 44,5% mais do que os 10% mais ricos, de acordo com pesquisa elaborada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Segundo o estudo, a carga tributária representa 22,7% da renda dos 10% mais ricos. Para os 10% mais pobres, no entanto, o peso equivale a 32,8% de sua renda.

Os dados serão apresentados pelo presidente do Ipea, Márcio Pochmann, nesta quinta-feira ao CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social). O objetivo, segundo ele, é oferecer elementos para a discussão da reforma tributária.

"Esse é mais um elemento que comprova a injustiça tributária, que acentua a desigualdade entre os brasileiros", afirma Pochmann.

A explicação para a diferença entre o peso dos impostos está na forma de cobrança.

A base da arrecadação no Brasil é mais forte na chamada tributação indireta, ou seja, embutida em alimentos ou bens de consumo. Como o brasileiro mais pobre gasta a maior parte de sua renda em consumo, paga mais impostos.

Considerando apenas a tributação indireta, a carga dos mais pobres é de 29,1%, contra 10,7% dos mais ricos.

Na comparação apenas da tributação direta, como o Imposto de Renda, os mais pobres pagam o equivalente a 3,7% de sua renda, enquanto que os mais ricos pagam 12%.

"O mais pobre compromete mais a sua renda com produtos de sobrevivência, por isso paga mais imposto. A tributação é indireta, que tem estrutura fortemente regressiva", afirmou.

Para Pochmann, esse modelo é inaceitável. A pesquisa mostra que, por conta da tributação desigual, a concentração das riquezas continua fortemente nas mãos dos mais ricos. Ele defende a criação de um imposto extra sobre fortunas ou heranças, no caso de patrimônios.

A pesquisa do Ipea também mostra um dado inédito. A carga tributária do país, excluindo as transferências de renda e pagamento de juros, cai a 12%, considerada por Pochmann insuficiente para que o Estado cumpra as suas funções.

Fonte: UOL


15/05/08 - Nossa Caixa será vendida para o BB

O Banco do Brasil vai iniciar oficialmente a avaliação da Nossa Caixa na segunda-feira, dia 26. Além da análise que será feita pela própria equipe da instituição, o BB vai contratar nos próximos dias uma consultoria externa para esquadrinhar todos os ativos e passivos do banco estadual paulista.

Somente após esse trabalho será possível definir o preço que será oferecido ao governo de São Paulo.

Anteontem, o governador José Serra (PSDB-SP) fez questão de ressaltar que o fechamento do negócio dependerá, sobretudo, do preço que será proposto pelo BB.

Segundo a Folha apurou, a forma de pagamento mais provável será a utilização de recursos próprios do Banco do Brasil, assim como deve ocorrer nas transações de compra do Besc (Banco do Estado de Santa Catarina), do BEP (Banco do Estado do Piauí) e, possivelmente, também do BRB (Banco de Brasília).

No lado dos ativos, há vários elementos a serem considerados além dos depósitos de correntistas, como créditos tributários a receber e as contas de folhas de pagamentos de funcionários públicos geridas pelo banco. Outro ponto que a direção do BB considera muito importante, por exemplo, são os depósitos judicias administrados pela Nossa Caixa, hoje da ordem de R$ 16 bilhões.

Pela posição do balancete de março, os ativos da Nossa Caixa somavam R$ 51,4 bilhões. Desse total, R$ 9,7 bilhões se referiam a operações de crédito. O banco tem uma clientela de 5,7 milhões de pessoas, entre físicas e jurídicas, distribuídas em 559 agências.

No lado do passivo, o BB precisa levantar as informações de todas as dívidas do banco, sobretudo as trabalhistas.


Em 2007, a Nossa Caixa teve lucro de R$ 303 milhões. O BB apurou ganho de R$ 5 bilhões.

Com 682 agências em São Paulo, o BB é hoje o quarto maior banco por esse critério no Estado mais rico do país, segundo informações do próprio banco federal. Na liderança estão Bradesco, Itaú e Santander.

Com a compra da Nossa Caixa, o BB deve se tornar o maior banco no Estado. Mas, provavelmente, muitas das agências da Nossa Caixa serão fechadas, devido à sobreposição em determinadas localidades em relação às agências do BB.

A direção do banco federal não descarta, contudo, a possibilidade de manter por determinado tempo a bandeira da Nossa Caixa, para só então incorporar completamente as agências do banco paulista à sua rede.


Nova categoria
A compra dos bancos estaduais representará um desafio para a área de recursos humanos e o departamento jurídico do BB. Os funcionários do banco federal são concursados e têm uma série de benefícios. Segundo a Folha apurou, os empregados dos bancos estaduais que serão incorporados não deverão ter os mesmos direitos dos funcionários de carreira do BB.

Serão considerados empregados do Banco do Brasil, mas como se fossem de uma outra categoria.

Prevalece na direção do banco federal a idéia de manter os mesmos planos de cargos e salários existentes hoje nos bancos estaduais para os futuros funcionários do BB oriundos dessas instituições.


Fonte: Folha de São Paulo Fonte: UOL

15/05/08 - 10% mais ricos no Brasil detêm 75% da riqueza, diz Ipea

Os 10% mais ricos do país concentram 75,4% da riqueza. É o que aponta o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em um detalhado levantamento sobre as desigualdades no Brasil.

Os dados serão apresentados pelo presidente do Ipea, Márcio Pochmann, nesta quinta-feira ao CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social). O objetivo, segundo ele, é oferecer elementos para a discussão da reforma tributária, cuja proposta já foi apresentadaOs dados serão apresentados pelo presidente do Ipea, Márcio Pochmann, nesta quinta-feira ao CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social). O objetivo, segundo ele, é oferecer elementos para a discussão da reforma tributária, cuja proposta já foi apresentada

A pesquisa também mostra como é essa concentração em três capitais brasileiras. Em São Paulo, a concentração na mão dos 10% mais ricos é de 73,4%, em Salvador é de 67% e, no Rio, de 62,9%.

Para Pochmann, a injustiça do sistema tributário é uma das responsáveis pelas diferenças. "O dado mostra que o Brasil, a despeito das mudanças políticas, continua sem alterações nas desigualdades estruturais. O rico continua pagando pouco imposto", afirmou.

Apenas para efeito de comparação, ao final do século 18, os 10% mais ricos concentravam 68% da riqueza no Rio de Janeiro --único dado disponível.

"Mesmo com as mudanças no regime político e no padrão de desenvolvimento, a riqueza permanece pessimamente distribuída entre os brasileiros. É um absurdo uma concentração assim", afirma.

A pesquisa do Ipea também mostra o peso da carga tributária entre ricos e pobres, que chegam a pagar até 44,5% mais impostos. Para reduzir as desigualdades, o economista defende que os ricos tenham uma tributação exclusiva.

Pochmann afirmou que um dos caminhos é discutir uma reforma tributária que melhore a cobrança de impostos de acordo com a classe social. "Nenhum país conseguiu acabar com as desigualdades sociais sem uma reforma tributária", afirmou.

A pesquisa do Ipea também mostra um dado inédito. A carga tributária do país, excluindo as transferências de renda e pagamento de juros, cai a 12%, considerada por Pochmann insuficiente para que o Estado cumpra as suas funções.

Para chegar ao índice de 12% o Ipea excluiu os pagamentos previdenciários, as transferências de renda com programas sociais, como o Bolsa Família, o pagamento de juros e os subsídios a empresas. Os dados referem-se à carga tributária de 2005, que bruta chegou a 33,4%. Em 2007, esse índice subiu para 35,7%.


15/05/08 - Rentabilidade dos bancos aumenta na gestão Lula, mostra pesquisa

Os bancos brasileiros com ações na Bolsa atingiram no primeiro trimestre deste ano a maior rentabilidade desde 1995, segundo pesquisa realizada pela consultoria Economatica.

Rentabilidade ou retorno é uma conta utilizada para definir quanto uma empresa ganhou em comparação com seu patrimônio líquido num determinado período. Para fazer isso, é só dividir o lucro líquido total da empresa pelo patrimônio líquido total que ela possuía na mesma época. O resultado, em percentual, será o retorno sobre o patrimônio líquido.

O estudo fez uma comparação do desempenho dos bancos nos períodos Fernando Henrique Cardoso (de 1995 a 2002) e Luiz Inácio Lula da Silva (de 2003 até o primeiro trimestre de 2008).

Os números consideram os resultados do primeiro trimestre de cada ano (com o lucro acumulado nos 12 meses anteriores) e o patrimônio médio dos dois anos anteriores.

A constatação foi de que, durante a gestão Lula, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) das instituições bancárias aumentou. Com exceção de 1995, em todos os anos do governo FHC o desempenho dos bancos foi inferior a qualquer momento da gestão atual.

No último ano da administração FHC (2002), a rentabilidade dos bancos foi de 10,09% no primeiro trimestre. No primeiro ano do governo Lula (2003), o primeiro trimestre já deu um salto de 51,5%, indo para 15,29%.

Agora o primeiro trimestre de 2008 atingiu a rentabilidade de 21,94%.

Nos Estados Unidos, o desempenho dos bancos iniciou em 2004 uma queda acelerada. O recuo se intensificou no primeiro trimestre deste ano, quando grandes instituições financeiras anunciaram novas perdas com a crise de crédito.


Fonte: UOL

14/05/2008 - Debate sobre as negociações com a CEF Terça - 20 de Maio - 19h Sindicato dos Bancários

Após 05 meses de negociações – a primeira rodada aconteceu em 27 de Novembro de 2007 – a direção da CAIXA apresentou no dia 30 de Abril sua proposta para criação de um novo Plano de Cargos e Salários, unificando em uma mesma proposta escriturários do PCS 89 e técnicos bancários/técnicos bancários superiores do PCS 98. A proposta apresenta como piso R$ 1.244 (ref:101 PCS/98) e como teto R$ 3.700 (ref: 95 PCS/89 + VP’s), distribuídos em uma tabela com 72 níveis salariais, resultando em uma diferença linear de 1,55% entre as referências. O enquadramento no novo Plano se daria por aproximação.

As promoções por merecimento serão anuais (no máximo 02 níveis por ano) limitado a 1% da folha de pagamento. Apesar da proposta responder a uma reivindicação dos funcionários nas ultimas campanhas salariais ,ou seja , unificar os trabalhadores da empresa em um mesmo plano de carreira, as alterações são mínimas ,pois não apresenta solução objetiva para várias pendências :

  • O piso não foi valorizado.
  • Não cria alternativa concreta de ascensão profissional.
  • A isonomia continua incompleta (falta licença prêmio e adicional tempo de serviço).
  • Não repõe os anos sem promoção e nem tão pouco as perdas anteriores.
  • Vincula a migração PCS com a adesão ao Novo Plano da Funcef.
No dia 16 de Maio estará acontecendo em Brasília uma plenária com representantes de todo o Brasil, com a finalidade de discutir atividades que possibilitem avançar nestes pontos. Além do PCS, outros pontos de enorme importância que estavam sendo negociados continuam em aberto:
  1. - CONTRATAÇÕES – A Caixa não cumpriu o acordo de contratar 3.000 novos bancários até dezembro 2007 ;

  2. - PLR – Proposta de trocar a fórmula do ano passado pela reedição do PRX;

  3. - SAÚDE CAIXA - A situação precária da rede de credenciados no Saúde Caixa.

Venha se informar e debater
A participação é fundamental

Sindicato dos Bancários de Santos e Região - Av. Washington Luiz, 140 - Santos - fone 3223.9040)

14/05/2008 - BB não apresenta proposta ao superávit da Previ

O Banco do Brasil não apresentou proposta sobre a utilização do superávit da Previ para a melhoria dos benefícios dos participantes na reunião com os trabalhadores.

O banco alegou que a SPC prevê mudanças no conceito de superávit e sua forma de distribuição obrigaram-no a aguardar para conhecer o impacto das alterações.

Com isso, o banco ainda estaria fazendo estudos de precificação destas questões e não apresentou nenhuma resposta à proposta apresentada pelo movimento sindical na negociação de 27 de fevereiro.

Uma nova rodada de negociação ficou marcada para o dia 6 de junho.

Condições de trabalho

Também foram cobradas pela CE-BB diversas questões relacionadas às condições de trabalho dos bancários, entre elas a criação do "caixa-volante" , iniciada em São Paulo. O banco disse que se trata de uma experiência, mas o movimento sindical já firmou posição, considerando a mudança absurda, por deixar o trabalhador sem saber qual o seu local de trabalho. Outros pontos foram abordados, como a extinção das horas-extras, o não pagamento de substituições e o problema de pessoas não certificadas no CPA 10 e 20.

Também reivindicada a imediata abertura de negociação sobre o Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS) ,o BB disse que não cogita discutir outro Plano de Carreira nesse momento. Foi cobrada ainda a regularização do pagamento do vale-transporte, para o que o BB não apresentou resposta.

Fonte: Sindbancarios.


14/05/2008 - Lucro trimestral do BB sobe 66,6%, soma R$ 2,3 bi e supera recorde dos bancos privados

O lucro líquido do Banco do Brasil atingiu R$ 2,347 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa um crescimento de 66,6% em relação ao R$ 1,409 bilhão registrado em intervalo equivalente de 2007.

Ganhos dessa magnitude nunca foram obtidos por bancos privados no país em períodos de janeiro a março, segundo cálculo da consultoria Economatica.s

Mas, ainda assim, o BB não bateu seu próprio recorde. A instituição lucrou o R$ 2,526 bilhões no primeiro trimestre de 2006 (valor corrigido pelo índice oficial de inflação, a preços de março de 2008), número nunca mais alcançado por um banco no país.

No ranking dos maiores lucros bancários registrados em um primeiro trimestre nos últimos 20 anos, o Bradesco vem em segundo lugar, com os R$ 2,102 bilhões obtidos entre janeiro e março deste ano. A terceira posição é do Itaú, que lucrou R$ 1,991 bilhão em período equivalente de 2007, sempre com valor corrigido pelo índice oficial de inflação.

O aumento do crédito tem sido citado por esses bancos como uma das alavancas que vêm impulsionando os resultados trimestrais.

Ganhos extraordinários

Descontando fatores extraordinários, o Banco do Brasil lucrou R$ 1,559 bilhão entre janeiro e março, 6,3% acima do montante de R$ 1,466 bilhão dos três primeiros meses do calendário antecedente.s

Dos elementos excepcionais, o BB destacou o resultado com "a venda de participação na Visa Internacional (o que gerou ganhos de R$ 305 milhões), reavaliação de participações societárias pelo método de equivalência patrimonial (R$ 241 milhões) e eficiência tributária com a revisão periódica de despesas passíveis de dedutibilidade (R$ 302 milhões)".

Carteira de crédito sobe

Ao fim de março, a carteira de crédito total somava R$ 172,760 bilhões, com elevação de 23,1% ante os R$ 140,387 bilhões de igual período de um ano atrás e 7,5% acima na comparação com os R$ 160,739 bilhões registrados ao final de dezembro de 2007.

O Banco do Brasil encerrou março com R$ 25,407 bilhões de patrimônio líquido, alta de 17,4% na comparação com março do ano passado e 4,7% superior a dezembro de daquele mesmo exercício, e com ativos totais de R$ 392,586 bilhões, expansão de 22% no confronto com março de 2007.


(Com informações do Valor Online)

14/05/2008 Serra ataca, mais uma vez, os trabalhadores!

Na última quinta-feira, dia 08/05, Serra demitiu o sindicalista Dirceu Travesso, funcionário do Banco Nossa Caixa desde 1984. Dirigente da Conlutas e do Movimento Nacional de Oposição Bancária, Didi, como é conhecido, foi mais um dirigente sindical demitido pela intransigência do governo Serra que não aceita a luta dos trabalhadores em defesa dos direitos do povo e do patrimônio público.

Diante de qualquer luta social, Serra e seu governo ordena à PM para reprimir e criminalizar o movimento, articula os setores reacionários do poder judiciário para impor pesadas multas as entidades sindicais e desrespeita constantemente o direito a estabilidade no emprego dos dirigentes sindicais.

No ano passado, Serra demitiu sindicalistas do Metrô por lutarem junto com categoria na mobilização nacional contra a chamada Emenda 3 que acaba com direitos trabalhistas.

Em 2008, Serra demitiu um combativo militante sindical da CDHU que participa da oposição à diretoria do Sincohab.

Com a demissão de Dirceu, antigo e importante dirigente da categoria bancária, Serra demonstra seu total desrespeito à organização da classe trabalhadora, já que Didi é dirigente da Conlutas. A demissão acontece em meio ao processo eleitoral no sindicato dos bancários, pelo qual o companheiro deve participar em uma das chapas.

Essa demissão, que deve ser anulada na luta e na justiça, merece o repúdio de todos/as trabalhadores e organizações da nossa classe.

A Intersindical se solidariza com o companheiro e exige do governo Serra a imediata reintegração de Dirceu Travesso, dos metroviários demitidos, bem como de todos os trabalhadores perseguidos por sua participação política em defesa de um Brasil justo e igualitário.

Coordenação Nacional da Intersindical
Sindicato dos Bancários de Santos e Região


08/05/2008 - BB: 200 anos, vamos comemorar o quê?

Criado em 1808, o primeiro Banco do Brasil não era do Brasil e sim do Império Português. Eram seus clientes, além da nobreza, os fazendeiros donos de escravos e os traficantes destes. Em 1821, quando Dom João VI voltou à Europa, levou todo o ouro e diamante brasileiro do Banco com ele.

Em 1833, quebrado, o Banco fechou as portas. Entre 1889 e 1893, como resultado da fusão de dois bancos surge o Banco da República do Brasil, meio privado, meio público, único Banco emissor de moeda do país.

É em 1905 que a história do Banco do Brasil enquanto empresa de economia mista, controlada pelo Governo brasileiro, começa. As contradições decorrentes de sua composição acionária existem até hoje, em função do conflito de interesses público-privado.

Se houvesse motivo para comemorar, estaríamos assoprando 103 velinhas e não 200.Durante o Regime Militar, o banco se utilizava da máquina repressora do Estado para sufocar as lutas do funcionalismo, além de patrocinar a criação da ANABB, entidade que surge para dividir o movimento sindical bancário.

Na era Collor e FHC, a Contec – hoje na UGT – ajudou os governos a congelar salários, demitir funcionários, retirar direitos, terceirizar e tentar privatizar o BB.

“Sob Lula, desvio de função, aprofundamento da terceirização e mais privatização branca. É por isso que não temos motivos a comemorar, a não ser nossa disposição de lutar por condições dignas de trabalho e pela defesa do BB público e estatal”, diz Ricardo Saraiva Big, Presidente do Sindicato e funcionário do BB.


08/05/2008 - Unibanco termina trimestre com lucro 27,5% maior, de R$ 741 milhões

SÃO PAULO - O lucro líquido do Unibanco aumentou 27,5% no primeiro trimestre deste ano, para R$ 741 milhões, em relação aos R$ 581 milhões somados um ano antes. O resultado operacional ficou em R$ 1,133 bilhão, ou 21,3% acima dos R$ 934 milhões de janeiro a março de 2007.

Os ativos totais da instituição somaram R$ 156,211 bilhões, com elevação de 35,6% ante os R$ 115,173 bilhões dos três primeiros meses do calendário anterior. "Desse crescimento, destaca-se, principalmente, a evolução de R$ 19,2 bilhões da carteira de crédito, sobretudo nos segmentos de crédito consignado, financiamento de automóveis, cartões de crédito e Micro, Pequenas e Médias Empresas (PME)", chamou a atenção em nota distribuída nesta quinta-feira.

A carteira de crédito chegou a R$ 66,153 bilhões, o que implica aumento de 7,7% no trimestre e de 40,7% em 12 meses. Ao fim de março deste ano, o patrimônio líquido do Unibanco era de R$ 12,209 bilhões, com ampliação de 18,7% em comparação a março de 2007 (R$ 10,286 bilhões).

(Valor Online)


28/04/2008 - Bradesco tem lucro recorde de R$ 2,1 bi no 1º trimestre

Bradesco registrou lucro líquido consolidado de R$ R$ 2,102 bilhões no primeiro trimestre deste ano, crescimento de 23,3% sobre o mesmo período de 2007. Em 2007, o lucro de R$ 1,705 bilhão apurado pelo banco no primeiro trimestre do ano já havia sido inédito para o período.

O lucro líquido apurado pelo Bradesco entre janeiro e março deste ano, de R$ 2,102 bilhões, é o maior já registrado por um banco privado no primeiro trimestre nos últimos 20 anos, segundo estudo da Economática. O recorde anterior de uma instituição privada era do Itaú, que no primeiro trimestre de 2007 apurou lucro líquido de R$ 1,991 bilhão.

De acordo com o banco, 65% do lucro foi gerado com as atividades financeiras e os 35% restantes pelas atividades de seguros, previdência e capitalização.

A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio no primeiro trimestre de 2008 ficou em 32%, segundo comunicado ao mercado.

A carteira de crédito total do Bradesco chegou a R$ 169,408 bilhões ao final de março, mostrando um avanço de 38,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. O valor inclui avais, fianças e recebíveis de cartões de crédito.
As operações de crédito com pessoas jurídicas foram as que mais cresceram, 41%, totalizando R$ 107,182 bilhões. Com pessoas físicas, o desempenho foi 34,3% superior ao do mesmo período do ano passado, chegando a R$ 62,226 bilhões.
Já os ativos totais do banco chegaram a R$ 355,517 bilhões, o que representa crescimento de 26,1% em relação ao mesmo período de 2007.

Fonte: Último Segundo


24/04/2008 - 28 de Abril é dia de lutar pela vida

O dia 28 de Abril, Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, foi instituído em memória das vítimas da explosão da mina de Farmington, West Virginia (EUA), onde morreram 78 trabalhadores em 1969. Em todo o mundo a data lembra o outro lado do trabalho: que acidenta, incapacita e mata. Por isso, os movimentos sindicais e de vítimas do trabalho no Brasil fundaram o Movimento 28 abril para Relembrar os Mortos e Lutar pela Vida.

São dois milhões de vidas ceifadas a cada ano no mundo pelo trabalho. No Brasil, em 2006, tivemos mais de 500 mil acidentes de trabalho registrados. Isso sem considerar a informalidade cada vez maior, sem qualquer proteção social. Os números de acidentes e doenças, portanto, são muito maiores do que apresentam os dados oficiais.

As vítimas de doenças do trabalho e o sindicalismo classista têm procurado se organizar através de associações e lutam pela construção de uma política de saúde do trabalhador que possa dar melhores condições de vida e trabalho a classe que realmente produz as riquezas. Por isso, defendemos:

Fim da exploração das substâncias neurot&oa